[#NaNoDicas] Entrevista com Aline Valek

A NaNoWriMo acabou. Tenha sido um mês de escrita intensa, de muita criatividade e pouca escrita, ou mesmo de pura procrastinação, espero que você tenha se divertido um pouco com o desafio – e que isso tenha ajudado você a entender mais sobre o seu processo de escrita. Para encerrar o ciclo de entrevistas da NaNoDicas, acompanhe esse papo com a autora Aline Valek, que publicou seu projeto de NaNo – As Águas Vivas Não Sabem de Si – pela Rocco.
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[#NaNoDicas] Entrevista com Thiago D’Evecque

Com duas noveletas publicadas – a mais recente delas lançada em agosto deste ano – Thiago D’Evecque é um dos melhores escritores nacionais que temos na atualidade – no que vale a minha opinião. Limbo, sua primeira noveleta, foi escrita durante uma NaNoWriMo. Hoje ele divide conosco um pouco dessa experiência, e deixa dicas para quem precisa de incentivo durante essa NaNo 2017. Confira:

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[#NaNoDicas] Prepare-se para a NaNoWriMo 2017

É isso: em dois dias começa a NaNoWriMo 2017, um dos eventos mais aguardados por autores de todo o mundo. Durante Novembro, esses escritores estarão focados em atingir a meta do evento: escrever uma história de 50 mil palavras. Um objetivo ambicioso.

 

Como uma boa maratona, a NaNoWriMo é fértil em gerar questionamentos, desde “qual a voz adequada para esse personagem” a “devo inserir um plot twist nesse ponto?”. São provocações importantes mas que, de alguma forma, já fazem parte da rotina de um escritor. Contudo, há duas perguntinhas espinhosas que são bastante típicas desse evento. A primeira delas é se dá pra misturar café com Red Bull e Coca-Cola sem morrer 30 dias são suficientes para atingir a meta. A outra, tema da #NaNoDicas desse ano, é:

O que eu devo fazer depois que terminar o meu projeto da NaNoWriMo?

Pensando nisso, entrevistarei ao longo do mês três autores publicados que já participaram de edições anteriores da NaNoWriMo. Eles falarão um pouco sobre sua rotina de escrita, o desenvolvimento da ideia e o processo de publicação. Portanto, fique de olho nas próximas publicações. Até lá, aproveite para escutar o podcast do Curta Ficção sobre os melhores hábitos de escrita para garantir uma NaNoWriMo de sucesso.

Já participou de outras edições da NaNo e quer compartilhar sua experiência? Teve seu projeto publicado e gostaria de participar das entrevistas? Não faz ideia do que é a NaNo e quer saber mais sobre? Não se acanhe e fala comigo.

Prepare seus kit de sobrevivência, verifique se há café suficiente em casa e #váescrever.

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[Entrevista] Editora Dame Blanche: um novo fôlego para a literatura especulativa nacional

No começo desta semana, os autores nacionais receberam uma maravilhosa notícia: o nascimento da Editora Dame Blanche – fundada por Clara Madrigano e Anna Fagundes Martino (contando com o suporte canino do estagiário River). Focada em literatura especulativa, a Dame Blanche deseja abrir espaço para obras com protagonistas surpreendentes e narrativas representativas que abram espaço para um novo tipo de ficção especulativa – uma menos limitada pelos padrões atuais. Como elas próprias falam no site da editora:

Queremos protagonistas que nos surpreendam, que nos cativem, que mostrem todo o potencial da ficção fantástica. Queremos feministas, heroínas que não esperem por um herói que as salve. Estamos à procura de talentos como Charlie Jane Anders, Nnedi Okorafor, Seanan McGuire, Maria Dahvana Hadley, Kat Howard, Helen Oyeyemi, Ken Liu, N. K. Jemisin.

Assim que soube da Dame Blanche corri para entrevistar as fundadoras, que foram bastante solícitas em me atender. Acompanhe o meu papo com a Clara e a Anna e saiba mais um pouco sobre a editora.

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[Artigo] Fale a eles da minha esperança

“Se a tortura parasse agora, eu poderia me recuperar… se não a aparência, pelo menos minha energia e minha kes. Outra semana… ou talvez cinco dias… ou mesmo três… e será tarde demais. Mesmo que a tortura pare, vou morrer. E você vai morrer também, pois quando o amor abandona o mundo, todos os corações se calam. Fale a eles do meu amor, fale a eles da minha dor e fale da minha esperança, que ainda vive. Pois isto é tudo que tenho, tudo que sou e tudo que peço.”

O trecho acima, retirado do último volume de A Torre Negra (Stephen King) me pegou desprevenida, precariamente equilibrada no vagão de um trem a caminho do trabalho, sufocada não apenas pelo excesso de pessoas ao redor, mas pelos meus próprios pensamentos – boa parte deles voltado àquela promessinha de começo de ano: a de que em 2016 iria seguir em frente, a qualquer custo, com meu desejo de ser uma escritora profissional. Passada quase uma quinzena, eu continuava com os mesmos rascunhos inacabados; as mesmas ideias que se avolumavam e ficavam represadas até partirem novamente para aquele cantinho em nossa cabeça para onde vão as ideias quando querem ser esquecidas.

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[Artigo] Representatividade e Inclusão na Literatura

Responda rápido: dos três últimos livros que você leu, quantos dos personagens cruciais para o desenvolvimento da trama eram negros? Quantos eram mulheres, homossexuais, bissexuais, transsexuais? Quantos eram portadores de alguma deficiência física? Agora mude o foco: dos três últimos livros que você leu, quantos autores se encaixam em algum dos grupos listados acima? A menos que você seja um leitor voraz, extremamente eclético e com uma lista de leitura peculiar, é possível que nenhuma das suas últimas leituras preencha esse perfil. Talvez uma, no máximo. Qual seria o motivo? Eu respondo: nos falta representatividade

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