[Artigo] Fale a eles da minha esperança

“Se a tortura parasse agora, eu poderia me recuperar… se não a aparência, pelo menos minha energia e minha kes. Outra semana… ou talvez cinco dias… ou mesmo três… e será tarde demais. Mesmo que a tortura pare, vou morrer. E você vai morrer também, pois quando o amor abandona o mundo, todos os corações se calam. Fale a eles do meu amor, fale a eles da minha dor e fale da minha esperança, que ainda vive. Pois isto é tudo que tenho, tudo que sou e tudo que peço.”

O trecho acima, retirado do último volume de A Torre Negra (Stephen King) me pegou desprevenida, precariamente equilibrada no vagão de um trem a caminho do trabalho, sufocada não apenas pelo excesso de pessoas ao redor, mas pelos meus próprios pensamentos – boa parte deles voltado àquela promessinha de começo de ano: a de que em 2016 iria seguir em frente, a qualquer custo, com meu desejo de ser uma escritora profissional. Passada quase uma quinzena, eu continuava com os mesmos rascunhos inacabados; as mesmas ideias que se avolumavam e ficavam represadas até partirem novamente para aquele cantinho em nossa cabeça para onde vão as ideias quando querem ser esquecidas.

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[Artigo] As mulheres no mercado literário

Ontem participei de um evento organizado pela Editora Com-Arte, a editora laboratório do curso de Editoração da USP. O evento “Anônimas: Mulheres na Literatura e no Mercado Editorial” teve como mediadora a Clara Browne, editora da revista Capitolina e contou com a presença da Jarid Arraes (cordelista e autora do livro “As lendas de Dandara”), da Julia Bussius (editora da Companhia das Letras) e da Laura Folgueira (Editora Kayá). O auditório estava lotado: várias mulheres (e homens também!) procurando entender o espaço da mulher no mercado editorial e literário.

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Levando a sério

“Eu escrevo porque é o meu trabalho. Foi assim que uma das escritoras que mais admiro atualmente me fez acordar para a vida, parar de levar tudo como uma mera brincadeira de criança que pode ser iniciada e encerrada a qualquer momento e me debruçar sobre o ofício com a seriedade que lhe é de direito.

 

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