[Entrevista] Apoie Estações de Caça

Ouça quatro canções, quatro vidas e quatro estações da época em que os deuses andavam sobre a terra.

Estações de Caça é o novo projeto de Lauro Kociuba, autor de A Liga dos Artesões. Ambientando no Reino Unido do século X, a história acompanha o protagonista Haakon em um paralelo às estações do ano – cada fase representando um novo aprendizado em sua vida. Embora o livro faça parte do Universo Alvores, a obra é independente – não exigindo a leitura de nenhum conto ou livro anteriores. Atualmente, o projeto está disponível para apoio no Catarse. A meta é arrecadar R$ 12.780 até 04/08. O valor será utilizado para custear as despesas com gráfica, recompensas, ilustrações, etc. Tudo muito bem explicadinho lá no espaço do projeto.

Leia mais...

[Notícia] Conheça o Pacotão Literário: o Humble Bundle da literatura nacional

O mercado literário brasileiro é, naturalmente, um ambiente hostil para autores publicados por Editoras, que enfrentam problemas como a baixa receptividade do público nacional, a pouca verba para marketing, além do espaço de exposição limitado nas grandes livrarias. Essa questão se agrava quando falamos de autores autopublicados, que contam basicamente com a disposição em “fazer seu nome” com muitas promoções, distribuição gratuita de obras, muito networking em eventos e a ajuda da comunidade indie. Portanto, é preciso criar alternativas que fortaleçam a comunidade literária independente, aumentando a penetração das obras existentes.

Leia mais...

[Entrevista] Editora Dame Blanche: um novo fôlego para a literatura especulativa nacional

No começo desta semana, os autores nacionais receberam uma maravilhosa notícia: o nascimento da Editora Dame Blanche – fundada por Clara Madrigano e Anna Fagundes Martino (contando com o suporte canino do estagiário River). Focada em literatura especulativa, a Dame Blanche deseja abrir espaço para obras com protagonistas surpreendentes e narrativas representativas que abram espaço para um novo tipo de ficção especulativa – uma menos limitada pelos padrões atuais. Como elas próprias falam no site da editora:

Queremos protagonistas que nos surpreendam, que nos cativem, que mostrem todo o potencial da ficção fantástica. Queremos feministas, heroínas que não esperem por um herói que as salve. Estamos à procura de talentos como Charlie Jane Anders, Nnedi Okorafor, Seanan McGuire, Maria Dahvana Hadley, Kat Howard, Helen Oyeyemi, Ken Liu, N. K. Jemisin.

Assim que soube da Dame Blanche corri para entrevistar as fundadoras, que foram bastante solícitas em me atender. Acompanhe o meu papo com a Clara e a Anna e saiba mais um pouco sobre a editora.

Leia mais...

[Resenha] Brasil Cyberpunk 2115 é uma aventura “adamsniana”

Não se engane. Por trás do título poderoso e da capa sugestiva, o que você encontra em Brasil Cyberpunk 2115 não é uma séria epopeia cyberpunk, mas uma história divertida cujo tom nos lembra a narrativa de Douglas Adams.

– Ah não, cê não vai vir com esse papinho agora? Depois cê leva um tiro na cara e me sobram esses dois sacos não sei do quê, daí aparecem uns DMs aqui na minha casa, me prendem em flagrante, escrevo minhas memórias na prisão, viro uma líder espiritual, ganho respeito da comunidade, tenho uma recaída com prostitutas, peço perdão na hipernet… Enfim, cê acaba com a minha vida.

Leia mais...

[Artigo] Aos autores transgênero que nunca li

Este artigo foi inspirado no texto Apoie a escritora, de Aline Valek. Vale a leitura 😉

Gostaria de começar me desculpando. Por todas as vezes em que usei os termos “traveco”“mulher-macho” e outros do gênero, eu peço perdão. Vocês não merecem isso. Eu poderia colocar a culpa na falta de conhecimento, na coisinha sem valor que era minha cabeça à época. Gastar todo meu português com as desculpas que comumente pululam por aí do tipo “é só uma brincadeira”, mas a verdade é que foi pura falta de empatia. Então, por favor, quando e se puderem, me desculpem.

Leia mais...

[Artigo] Porque você deveria conhecer “Hamilton: An American Musical”

Alexander Hamilton
My name is Alexander Hamilton
And there’s a million things I haven’t done
But just you wait, just you wait…

É assim que somos introduzidos ao eletrizante universo de Hamilton: An American Musical. Produzido pelo ator e compositor Lin-Manuel Miranda, o musical tem sido considerado a nova sensação da Broadway, com músicas compostas na batida do rap e do hip-hop e um elenco que salta aos olhos pela diversidade (por exemplo, os personagens Hamilton, Jefferson, Burr e Washington – grandes ícones políticos dos EUA – são interpretados por negros e latinos). E foi com toda essa diversidade que Hamilton conquistou não apenas mais de 200 mil ingressos vendidos, mas o respeito e o prestígio da comunidade artística.

Leia mais...

[Resenha] Lobo de Rua – São Paulo revelada

“O registro da desgraça eterna do menino não podia ser mais apropriado: manchando sua cama improvisada, a lágrima de sangue simbolizava, ao mesmo tempo, o desamparo de seu presente e a maldição que o aguardava no futuro.”

Em um canto qualquer nas ruas de São Paulo, um garoto de rua sofre. Está doente e sente dores. Pessoas passam por ele sem percebê-lo – ele é invisível. Um indigente. Para quem conhece a rotina paulista – ou de qualquer outra grande capital – a cena é quase corriqueira. E é em cima dessa aparência de coisa comum que a autora Janayna Bianchi Pin molda o universo de Lobo de Rua. A história gira em torno de Raul – um garoto de rua como muitos que você já viu por aí – que descobre sofrer de uma terrível maldição: a licantropia. Exatamente: Raul é um lobisomem.

Leia mais...

[Artigo] Fale a eles da minha esperança

“Se a tortura parasse agora, eu poderia me recuperar… se não a aparência, pelo menos minha energia e minha kes. Outra semana… ou talvez cinco dias… ou mesmo três… e será tarde demais. Mesmo que a tortura pare, vou morrer. E você vai morrer também, pois quando o amor abandona o mundo, todos os corações se calam. Fale a eles do meu amor, fale a eles da minha dor e fale da minha esperança, que ainda vive. Pois isto é tudo que tenho, tudo que sou e tudo que peço.”

O trecho acima, retirado do último volume de A Torre Negra (Stephen King) me pegou desprevenida, precariamente equilibrada no vagão de um trem a caminho do trabalho, sufocada não apenas pelo excesso de pessoas ao redor, mas pelos meus próprios pensamentos – boa parte deles voltado àquela promessinha de começo de ano: a de que em 2016 iria seguir em frente, a qualquer custo, com meu desejo de ser uma escritora profissional. Passada quase uma quinzena, eu continuava com os mesmos rascunhos inacabados; as mesmas ideias que se avolumavam e ficavam represadas até partirem novamente para aquele cantinho em nossa cabeça para onde vão as ideias quando querem ser esquecidas.

Leia mais...

[Artigo] Um pistoleiro negro incomoda muita gente

Essa semana, os fãs da saga A Torre Negra – uma das principais obras de Stephen King – receberam a notícia de que o ator Idris Elba era o favorito da Sony para encarnar o pistoleiro Roland de Gilead, protagonista da história. E isso foi o suficiente para que uma onda de chorume invadisse a internet. Explico: Roland é um personagem inspirado em Clint Eastwood – portanto, branco de olhos azuis no melhor estilo galã. Já Idris Elba é negro. E isso não agradou em nada boa parte do público.

Leia mais...

[Artigo] Mulheres, Literatura e apagamento

Na semana passada uma das páginas que acompanho postou uma chamada questionando seus seguidores sobre quantos autores de fantasia nacional eles leram. A proposta – muitíssimo válida – me chamou a atenção por dois motivos. O primeiro deles, o crescimento do mercado de fantasia nacional, cuja qualidade e visibilidade aumentam gradativamente – para nossa alegria! O segundo – e que serviu de mote para esse post – foi a imagem da chamada, com a foto de doze autores nacionais: havia apenas uma mulher. Uma entre doze.

Leia mais...