[Resenha] Os Órfãos de Deus

Após a violenta morte de seus pais, Alice é levada pela polícia ao orfanato Órfãos de Deus. Ao ver a criança e sua natureza tranquila e pura, a freira Mariana é impelida a impedir que a menina se junte aos demais órfãos, pois teme por sua segurança. Ela sabe que naquele orfanato, uma menina frágil não teria vez ao lado das outras crianças, todas marcadas por episódios de violência doméstica. É assim que Victor F. Miranda nos apresenta “Os Órfãos de Deus”.

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[Resenha] Brasil Cyberpunk 2115 é uma aventura “adamsniana”

Não se engane. Por trás do título poderoso e da capa sugestiva, o que você encontra em Brasil Cyberpunk 2115 não é uma séria epopeia cyberpunk, mas uma história divertida cujo tom nos lembra a narrativa de Douglas Adams.

– Ah não, cê não vai vir com esse papinho agora? Depois cê leva um tiro na cara e me sobram esses dois sacos não sei do quê, daí aparecem uns DMs aqui na minha casa, me prendem em flagrante, escrevo minhas memórias na prisão, viro uma líder espiritual, ganho respeito da comunidade, tenho uma recaída com prostitutas, peço perdão na hipernet… Enfim, cê acaba com a minha vida.

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[Artigo] Fale a eles da minha esperança

“Se a tortura parasse agora, eu poderia me recuperar… se não a aparência, pelo menos minha energia e minha kes. Outra semana… ou talvez cinco dias… ou mesmo três… e será tarde demais. Mesmo que a tortura pare, vou morrer. E você vai morrer também, pois quando o amor abandona o mundo, todos os corações se calam. Fale a eles do meu amor, fale a eles da minha dor e fale da minha esperança, que ainda vive. Pois isto é tudo que tenho, tudo que sou e tudo que peço.”

O trecho acima, retirado do último volume de A Torre Negra (Stephen King) me pegou desprevenida, precariamente equilibrada no vagão de um trem a caminho do trabalho, sufocada não apenas pelo excesso de pessoas ao redor, mas pelos meus próprios pensamentos – boa parte deles voltado àquela promessinha de começo de ano: a de que em 2016 iria seguir em frente, a qualquer custo, com meu desejo de ser uma escritora profissional. Passada quase uma quinzena, eu continuava com os mesmos rascunhos inacabados; as mesmas ideias que se avolumavam e ficavam represadas até partirem novamente para aquele cantinho em nossa cabeça para onde vão as ideias quando querem ser esquecidas.

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