[Entrevista] Trasgo Impressa Ano 1 – Conheça e apoie

Com três anos de existência e publicação trimestral, a revista Trasgo é hoje o principal veículo de divulgação de novos autores no Brasil. Idealizada por Rodrigo van Kampen, a revista aposta nos gêneros fantasia e ficção científica e já construiu um público cativo ao longo de suas 13 edições. Hoje, o desafio é lançar a primeira tiragem impressa da Trasgo. Para alcançar esse objetivo, os idealizadores optaram por um financiamento coletivo via Catarse. Caso atinja a meta, a primeira edição impressa contará com 26 contos retirados das edições 1 a 4 da Trasgo mais três contos inéditos. Confira a nossa entrevista com o Rodrigo e saiba mais sobre o projeto.

Leia mais...

[Resenha] Brasil Cyberpunk 2115 é uma aventura “adamsniana”

Não se engane. Por trás do título poderoso e da capa sugestiva, o que você encontra em Brasil Cyberpunk 2115 não é uma séria epopeia cyberpunk, mas uma história divertida cujo tom nos lembra a narrativa de Douglas Adams.

– Ah não, cê não vai vir com esse papinho agora? Depois cê leva um tiro na cara e me sobram esses dois sacos não sei do quê, daí aparecem uns DMs aqui na minha casa, me prendem em flagrante, escrevo minhas memórias na prisão, viro uma líder espiritual, ganho respeito da comunidade, tenho uma recaída com prostitutas, peço perdão na hipernet… Enfim, cê acaba com a minha vida.

Leia mais...

[Artigo] Aos autores transgênero que nunca li

Este artigo foi inspirado no texto Apoie a escritora, de Aline Valek. Vale a leitura 😉

Gostaria de começar me desculpando. Por todas as vezes em que usei os termos “traveco”“mulher-macho” e outros do gênero, eu peço perdão. Vocês não merecem isso. Eu poderia colocar a culpa na falta de conhecimento, na coisinha sem valor que era minha cabeça à época. Gastar todo meu português com as desculpas que comumente pululam por aí do tipo “é só uma brincadeira”, mas a verdade é que foi pura falta de empatia. Então, por favor, quando e se puderem, me desculpem.

Leia mais...

[Artigo] Porque você deveria conhecer “Hamilton: An American Musical”

Alexander Hamilton
My name is Alexander Hamilton
And there’s a million things I haven’t done
But just you wait, just you wait…

É assim que somos introduzidos ao eletrizante universo de Hamilton: An American Musical. Produzido pelo ator e compositor Lin-Manuel Miranda, o musical tem sido considerado a nova sensação da Broadway, com músicas compostas na batida do rap e do hip-hop e um elenco que salta aos olhos pela diversidade (por exemplo, os personagens Hamilton, Jefferson, Burr e Washington – grandes ícones políticos dos EUA – são interpretados por negros e latinos). E foi com toda essa diversidade que Hamilton conquistou não apenas mais de 200 mil ingressos vendidos, mas o respeito e o prestígio da comunidade artística.

Leia mais...

[Resenha] Lobo de Rua – São Paulo revelada

“O registro da desgraça eterna do menino não podia ser mais apropriado: manchando sua cama improvisada, a lágrima de sangue simbolizava, ao mesmo tempo, o desamparo de seu presente e a maldição que o aguardava no futuro.”

Em um canto qualquer nas ruas de São Paulo, um garoto de rua sofre. Está doente e sente dores. Pessoas passam por ele sem percebê-lo – ele é invisível. Um indigente. Para quem conhece a rotina paulista – ou de qualquer outra grande capital – a cena é quase corriqueira. E é em cima dessa aparência de coisa comum que a autora Janayna Bianchi Pin molda o universo de Lobo de Rua. A história gira em torno de Raul – um garoto de rua como muitos que você já viu por aí – que descobre sofrer de uma terrível maldição: a licantropia. Exatamente: Raul é um lobisomem.

Leia mais...

[Artigo] Fale a eles da minha esperança

“Se a tortura parasse agora, eu poderia me recuperar… se não a aparência, pelo menos minha energia e minha kes. Outra semana… ou talvez cinco dias… ou mesmo três… e será tarde demais. Mesmo que a tortura pare, vou morrer. E você vai morrer também, pois quando o amor abandona o mundo, todos os corações se calam. Fale a eles do meu amor, fale a eles da minha dor e fale da minha esperança, que ainda vive. Pois isto é tudo que tenho, tudo que sou e tudo que peço.”

O trecho acima, retirado do último volume de A Torre Negra (Stephen King) me pegou desprevenida, precariamente equilibrada no vagão de um trem a caminho do trabalho, sufocada não apenas pelo excesso de pessoas ao redor, mas pelos meus próprios pensamentos – boa parte deles voltado àquela promessinha de começo de ano: a de que em 2016 iria seguir em frente, a qualquer custo, com meu desejo de ser uma escritora profissional. Passada quase uma quinzena, eu continuava com os mesmos rascunhos inacabados; as mesmas ideias que se avolumavam e ficavam represadas até partirem novamente para aquele cantinho em nossa cabeça para onde vão as ideias quando querem ser esquecidas.

Leia mais...

[Artigo] Um pistoleiro negro incomoda muita gente

Essa semana, os fãs da saga A Torre Negra – uma das principais obras de Stephen King – receberam a notícia de que o ator Idris Elba era o favorito da Sony para encarnar o pistoleiro Roland de Gilead, protagonista da história. E isso foi o suficiente para que uma onda de chorume invadisse a internet. Explico: Roland é um personagem inspirado em Clint Eastwood – portanto, branco de olhos azuis no melhor estilo galã. Já Idris Elba é negro. E isso não agradou em nada boa parte do público.

Leia mais...

[Artigo] Mulheres, Literatura e apagamento

Na semana passada uma das páginas que acompanho postou uma chamada questionando seus seguidores sobre quantos autores de fantasia nacional eles leram. A proposta – muitíssimo válida – me chamou a atenção por dois motivos. O primeiro deles, o crescimento do mercado de fantasia nacional, cuja qualidade e visibilidade aumentam gradativamente – para nossa alegria! O segundo – e que serviu de mote para esse post – foi a imagem da chamada, com a foto de doze autores nacionais: havia apenas uma mulher. Uma entre doze.

Leia mais...

[Artigo] Representatividade e Inclusão na Literatura

Responda rápido: dos três últimos livros que você leu, quantos dos personagens cruciais para o desenvolvimento da trama eram negros? Quantos eram mulheres, homossexuais, bissexuais, transsexuais? Quantos eram portadores de alguma deficiência física? Agora mude o foco: dos três últimos livros que você leu, quantos autores se encaixam em algum dos grupos listados acima? A menos que você seja um leitor voraz, extremamente eclético e com uma lista de leitura peculiar, é possível que nenhuma das suas últimas leituras preencha esse perfil. Talvez uma, no máximo. Qual seria o motivo? Eu respondo: nos falta representatividade

Leia mais...

[Artigo] As mulheres no mercado literário

Ontem participei de um evento organizado pela Editora Com-Arte, a editora laboratório do curso de Editoração da USP. O evento “Anônimas: Mulheres na Literatura e no Mercado Editorial” teve como mediadora a Clara Browne, editora da revista Capitolina e contou com a presença da Jarid Arraes (cordelista e autora do livro “As lendas de Dandara”), da Julia Bussius (editora da Companhia das Letras) e da Laura Folgueira (Editora Kayá). O auditório estava lotado: várias mulheres (e homens também!) procurando entender o espaço da mulher no mercado editorial e literário.

Leia mais...