[Artigo] 4 Histórias de Terror de Autores Indie para o Halloween

Hoje a bruxa está solta. Literalmente. No dia 31/10 é comemorado o Dia das Bruxas, ou Halloween, nos Estados Unidos – uma data que a cada ano também se torna parte da cultura brasileira. E quem não gosta de um bom susto, não é? Gostamos de cortejar o perigo e experimentar a sensação de frio na barriga, de estar por um fio. Não a toa, vampiros, lobisomens, bruxas e terrores cósmicos habitam nossa imaginação desde sempre.

Para comemorar esse Halloween, selecionei quatro histórias de deixar os cabelos em pé, escritas por autores nacionais independentes. Melhor você correr para ler, antes de ser amaldiçoado

Leia mais...

[Artigo] Por que gostamos tanto de histórias sobre zumbis?

Correndo o risco de parecer atrasada confesso: tive a ideia de escrever esse artigo depois de assistir à Invasão Zumbi (Train to Busan). Sou apaixonada por terror. Em especial pelas narrativas de terror orientais, que não costumam ter escrúpulos. Igualmente gosto de histórias de zumbis e, pelo que percebi, esse é o tipo de história que não perde o seu fascínio não importa em que momento apareça. Já nos cansamos das histórias de vampiros, de lobisomens e mesmo das distopias YA, mas corremos animados ao mero sinal da próxima história de zumbis que aparece. Por quê?

Leia mais...

[Artigo] Aos autores transgênero que nunca li

Este artigo foi inspirado no texto Apoie a escritora, de Aline Valek. Vale a leitura 😉

Gostaria de começar me desculpando. Por todas as vezes em que usei os termos “traveco”“mulher-macho” e outros do gênero, eu peço perdão. Vocês não merecem isso. Eu poderia colocar a culpa na falta de conhecimento, na coisinha sem valor que era minha cabeça à época. Gastar todo meu português com as desculpas que comumente pululam por aí do tipo “é só uma brincadeira”, mas a verdade é que foi pura falta de empatia. Então, por favor, quando e se puderem, me desculpem.

Leia mais...

[Artigo] Porque você deveria conhecer “Hamilton: An American Musical”

Alexander Hamilton
My name is Alexander Hamilton
And there’s a million things I haven’t done
But just you wait, just you wait…

É assim que somos introduzidos ao eletrizante universo de Hamilton: An American Musical. Produzido pelo ator e compositor Lin-Manuel Miranda, o musical tem sido considerado a nova sensação da Broadway, com músicas compostas na batida do rap e do hip-hop e um elenco que salta aos olhos pela diversidade (por exemplo, os personagens Hamilton, Jefferson, Burr e Washington – grandes ícones políticos dos EUA – são interpretados por negros e latinos). E foi com toda essa diversidade que Hamilton conquistou não apenas mais de 200 mil ingressos vendidos, mas o respeito e o prestígio da comunidade artística.

Leia mais...

[Artigo] Fale a eles da minha esperança

“Se a tortura parasse agora, eu poderia me recuperar… se não a aparência, pelo menos minha energia e minha kes. Outra semana… ou talvez cinco dias… ou mesmo três… e será tarde demais. Mesmo que a tortura pare, vou morrer. E você vai morrer também, pois quando o amor abandona o mundo, todos os corações se calam. Fale a eles do meu amor, fale a eles da minha dor e fale da minha esperança, que ainda vive. Pois isto é tudo que tenho, tudo que sou e tudo que peço.”

O trecho acima, retirado do último volume de A Torre Negra (Stephen King) me pegou desprevenida, precariamente equilibrada no vagão de um trem a caminho do trabalho, sufocada não apenas pelo excesso de pessoas ao redor, mas pelos meus próprios pensamentos – boa parte deles voltado àquela promessinha de começo de ano: a de que em 2016 iria seguir em frente, a qualquer custo, com meu desejo de ser uma escritora profissional. Passada quase uma quinzena, eu continuava com os mesmos rascunhos inacabados; as mesmas ideias que se avolumavam e ficavam represadas até partirem novamente para aquele cantinho em nossa cabeça para onde vão as ideias quando querem ser esquecidas.

Leia mais...

[Artigo] Um pistoleiro negro incomoda muita gente

Essa semana, os fãs da saga A Torre Negra – uma das principais obras de Stephen King – receberam a notícia de que o ator Idris Elba era o favorito da Sony para encarnar o pistoleiro Roland de Gilead, protagonista da história. E isso foi o suficiente para que uma onda de chorume invadisse a internet. Explico: Roland é um personagem inspirado em Clint Eastwood – portanto, branco de olhos azuis no melhor estilo galã. Já Idris Elba é negro. E isso não agradou em nada boa parte do público.

Leia mais...

[Artigo] Mulheres, Literatura e apagamento

Na semana passada uma das páginas que acompanho postou uma chamada questionando seus seguidores sobre quantos autores de fantasia nacional eles leram. A proposta – muitíssimo válida – me chamou a atenção por dois motivos. O primeiro deles, o crescimento do mercado de fantasia nacional, cuja qualidade e visibilidade aumentam gradativamente – para nossa alegria! O segundo – e que serviu de mote para esse post – foi a imagem da chamada, com a foto de doze autores nacionais: havia apenas uma mulher. Uma entre doze.

Leia mais...

[Artigo] Representatividade e Inclusão na Literatura

Responda rápido: dos três últimos livros que você leu, quantos dos personagens cruciais para o desenvolvimento da trama eram negros? Quantos eram mulheres, homossexuais, bissexuais, transsexuais? Quantos eram portadores de alguma deficiência física? Agora mude o foco: dos três últimos livros que você leu, quantos autores se encaixam em algum dos grupos listados acima? A menos que você seja um leitor voraz, extremamente eclético e com uma lista de leitura peculiar, é possível que nenhuma das suas últimas leituras preencha esse perfil. Talvez uma, no máximo. Qual seria o motivo? Eu respondo: nos falta representatividade

Leia mais...

[Artigo] As mulheres no mercado literário

Ontem participei de um evento organizado pela Editora Com-Arte, a editora laboratório do curso de Editoração da USP. O evento “Anônimas: Mulheres na Literatura e no Mercado Editorial” teve como mediadora a Clara Browne, editora da revista Capitolina e contou com a presença da Jarid Arraes (cordelista e autora do livro “As lendas de Dandara”), da Julia Bussius (editora da Companhia das Letras) e da Laura Folgueira (Editora Kayá). O auditório estava lotado: várias mulheres (e homens também!) procurando entender o espaço da mulher no mercado editorial e literário.

Leia mais...

Levando a sério

“Eu escrevo porque é o meu trabalho. Foi assim que uma das escritoras que mais admiro atualmente me fez acordar para a vida, parar de levar tudo como uma mera brincadeira de criança que pode ser iniciada e encerrada a qualquer momento e me debruçar sobre o ofício com a seriedade que lhe é de direito.

 

Leia mais...